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Ford vs Ferrari: o que ensina sobre marketing

Recentemente assisti essa obra de arte em forma de filme chamado Ford vs Ferrari e como gosto de misturar muito as coisas, resolvi criar esse artigo mostrando lições que podem ser aplicadas em desenvolvimento pessoal e marketing. O filme conta a história da batalha travada entre Ford e Ferrari em uma corrida que ocorre na França chamada Le Mans 24h. Era normal a Ferrari vencer a corrida e a Ford resolveu enfrentar a empresa Italiana chamando o único americano que já tinha vencido para comandar o time como mentor.

Alerta de spoiler

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS (NADA COMPROMETEDOR!)

A Ferrari começava pelo porquê

Em uma das primeiras cenas do filme Ford vs Ferrrari o sucessor da empresa americana, Henry Ford II, questiona como a Ferrari sempre vence a Le Mans mas não produz a quantidade de carros que a Ford produz.

É aí que me veio um conceito proveniente do livro “Comece pelo porquê” de Simon Sinek. A Ferrari não tinha o dinheiro como o principal objetivo, ela queria ser uma destruidora na performance, não queria saber da quantidade de carros vendidos. “Afinal, de que importa vender muitos carros se eles não ganham as corridas?”. Era isso que fazia a Ferrari ser uma vencedora: não era o piloto, não era o carro, era o porquê. E com base nesse propósito ela conseguia criar carros vencedores!

O melhor instrumento de trabalho não faz o vencedor

O melhor piloto do filme não tinha o melhor carro, mas ele entendia o carro que possuía como mais ninguém. Não pegaram o melhor carro e colocaram na mão dele para ele ser o melhor, mas ocorreu o caminho reverso. O piloto vencedor construiu o carro baseado na forma como ele dirigia.

É com base nesse sentimento de o ideal ser algo pessoal que devemos tirar da cabeça a questão do “melhor”. A melhor campanha, o melhor anúncio, o melhor modelo de gestão e etc. É interessante pensar no ideal para cada situação, cada cliente, cada pessoa. E sabe como você sabe qual o ideal para cada situação? Pois é..

Gostar do que faz vale mais do que saber de tudo

Antes eu acreditava muito em dom, acreditava que eu nasceria para uma certa profissão ou carreira e tinha que fazer aquilo pro resto da vida. Mas aí depois de muito tempo fazendo algo que não gostava tanto eu fui analisar no que realmente eu era bom e cheguei a um teorema interessante. Não faço ideia se alguém já pensou nisso anteriormente, pode ser que sim, mas cheguei a essa conclusão por mim mesmo:

Você é bom no que gosta. Você é curioso sobre o que gosta. E quando você explora ao extremo certa coisa, você se torna bom naquilo.

Então quer uma maneira simples de ser bom em algo? Faça o que gosta, porque você vai fazer aquilo com todo amor e vai ser extremamente curioso. Eu percebi que gosto de tomar cerveja, gosto de ler, gosto de análise de dados e gosto de marketing. Não é atoa que nasceu o multigela, não é por acaso que trabalho com gestão de tráfego e não é por acaso que leio acima da média (e tomo mais cerveja do que deveria também). Não é porque nasci bom nisso, é porque eu faço todo dia (menos a cerveja, rs), chegando até a trabalhar de graça e sou curioso.

Trabalho duro vence genialidade

Mas uma coisa não posso negar: existem pessoas com facilidade para certas atividades. Seja por vivência, por ter sido próximo daquilo na infância ou por sempre ter proximidade com certo tema. Mas se essa pessoa não praticar aquilo que é bom, ela vai fadar ao fracasso. O trabalho duro constante vence a genialidade preguiçosa.

Se você tem facilidade para correr 10 km, acha que sem treinar vai ganhar de uma pessoa que treina todo dia? Acho difícil acontecer. Então não é só preciso ser bom em alguma coisa, é preciso treinar ela com consistência.

Pense diferente (dentro das regras)

Existem algumas atitudes que nos levam a mediocridade: Jogar dentro das regras e fazer o que os outros fazem. Uma delas não pode ser mudada (as regras), mas a forma como você cria seu jogo dentro das regras pode ser diferente. Isso acontece no filme quando eles fazem algo que nenhuma empresa fez e verificam se é possível nos estatutos.

É com situações como essas que vem o questionamento: isso é óbvio, por que não pensei nisso antes? Então antes de fazer o que os outros fazem, veja se não tem uma maneira melhor e dentro das regras. É assim que nascem as novas soluções para velhos problemas.

Seja autêntico

Ser autêntico é muito simples. Basta não imitar ninguém 100%, basta ser você. É necessário seguir suas crenças e objetivos acima de tudo. O maior erro na autenticidade é usar a cópia invés da referência. Quando você pega várias referências para nutrir seu ser, você está criando um Eu totalmente autêntico. Então se encha de referências e crie o seu Eu.

A ideia de que nenhuma coisa surge do nada veio do livro “Roube como um Artista” e essa ideia é sensacional e pode ser aplicada em tudo. Você acha que eu tirei do nada essa ideia do nada de misturar marketing e um filme sobre corridas? Claro que não. Ela veio da mistura de ideias já existentes criando algo novo.

O filme Ford vs Ferrari é sensacional e se você não viu, recomendo que veja.

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